Vargas Rádios Amparo

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sábado, 4 de agosto de 2012

Resgatando a história da Motorádio do Brasil

                               O pioneirismo da Motorádio


Hiroshi Urushima, 63 anos, chegou ao Brasil em 1936 com os pais e sete
irmãos. “Meu pai era comerciante e não aguentou o trabalho na enxada,
morreu logo no início”, recorda Urushima. “Eu e meus irmãos também
não gostávamos de lavoura e fomos arranjando empregos na cidade. Com
14 anos, em 1938, eu comecei a trabalhar como auxiliar de um alemão
que consertava rádios no bairro de Pinheiros, em São Paulo”, resume o
fundador e presidente da Motorádio, empresa de 2 500 empregados, com
três fábricas no Brasil. Coroada no ano passado com a Ordem do Mérito do
Trabalho (”Sempre fui operário, nunca tirei férias”, diz ele com orgulho), a
carreira industrial de Urushima no setor eletroeletrônico foi construída a
partir de seu próprio empenho em aprender. Durante a guerra, Urushima
ganhou dinheiro fabricando transformadores para empresas e potentes
receptores de rádio encomendados por imigrantes que só se
preocupavam em ouvir notícias diretas do Japão.



Sua obsessão por
fabricar auto rádios, motivo de zombaria na década de 40, permitiu-lhe
ser o primeiro fabricante brasileiro desse produto. Antes mesmo da
implantação da indústria automobilística no país, por volta de 1954,
Urushima começou a fornecer rádios em série para a Mesbla, que os
revendia como opcionais dos veículos Chevrolet importados dos Estados
Unidos. Mesmo depois da organização da Motorádio, em 1963, Urushima
ainda continuou por vários anos funcionando como o cérebro da empresa.
Alguns anos mais tarde, quando a concorrência se tornou mais acirrada no
mercado, ele transferiu de casa para a fábrica uma estante com 440 livros
japoneses -


De 1970 a 1978, com a mesma intenção, Urushima manteve com a
poderosa Sony uma associação (Sony-Motorádio), por meio da qual a
empresa brasileira fabricava radio gravadores, aparelhos de som e
televisores vendidos pela Sony. Para não ser engolido pelo sócio,
Urushima desfez a associação ao sentir que já tinha absorvido um grau de
conhecimento tecnológico suficiente para andar sozinho.






















Nem por isso ele perdeu a amizade e a admiração do fundador e
presidente da Sony, Akio Morita. Durante uma visita às instalações da
Motorádio em São Paulo, há vários anos, Morita disse a Urushima: “Se
você tivesse ficado no Japão, teria construído uma empresa maior do que
a minha”. Foi um dos maiores elogios já recebidos pelo fundador da
Motorádio.



                                   reproduzido  de megaarquivo e editado por Vargas Rádios Amparo


"Restaurar, o melhor e mais eficiente meio de se reciclar"








7 comentários:

  1. E que fim levou essa conceituada empresa?

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Bom dia. Em março de 1993 a Motoradio faliu. Com sua estrutura financeira já muito comprometida pela crise econômica que assolava o país, associado aos desdobramentos com Plano Collor I, o banco detentor de 12% de suas ações pediu a falência da Motoradio. O despacho foi publicado no diário oficial e também na coluna Falências e Concordatas do Jornal o Estado de São Paulo. Data melancólica para os admiradores da marca Motoradio, do seu fundador e do orgulho que representou para a indúsitra eletrônica nacional. Alguns funcionários da extinta empresa se reuniram e fundaram a atual Audiomotor com nome comercial Motobrás que continua em operação na cidade mineira de Brazópolis.

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  2. Então , o que aconteceu com a Motoradio?? Foi o meu primeiro emprego em Manaus em 1991.

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  3. Por favor, Vargas Rádios Amparo, corrija a última frase. O correto é: Restaurar é o melhor e mais eficiente meio de se reciclar.

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  4. Saberia informar que ano foi lançado o radio Flamingo 2 ?

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